A plenitude da Vida!
- Graciele Riesenbeck

- 28 de set. de 2020
- 4 min de leitura
“A plenitude da vida consiste em observar os movimentos cíclicos da natureza.” Lembrando que natural é tudo que não sofre ou não sofreu a interferência da mente humana, ou melhor, que não foi criado por nós, que estamos humanos vivendo uma experiência aqui na Terra. Observar o espaço de tempo e os acontecimentos naturais entre um nascer e pôr do sol. O comportamento das plantas e dos animais entre esse ciclo. E como o nosso corpo responde a cada início e fim de ciclo diário. Observar o nosso corpo e as nossas sensações e emoções no decorrer do dia é uma experiência de autoconhecimento meditativo em movimento. Pois se observar a natureza é tudo em movimento, não existe estagnação, tudo flui e acontece o tempo inteiro.
Dessa forma, durante o ano temos também os ciclos das estações, onde cada planta, cada animal, cada micro e macro ser, pertencente a Mãe Terra, respeita o seu ciclo e flui junto, evoluindo e se transformando, morrendo e renascendo, em uma eterna roda cíclica.
E você, que é alma habitando esse corpo, que é parte da natureza, acha que por ter uma mente pensante não participa desse ciclo? Observe, apenas observe a natureza e o seu movimento. E auto aplique isso em você, em forma de autoconhecimento. Vá prestigiar um nascer do Sol e observe como ocorre a ordem das coisas, o comportamento de cada ser vivo, das árvores, do vento, das nuvens, do próprio Sol. E tente aplicar a sabedoria apreendida ali nos seus amanheceres, isso, igualmente se aplica ao pôr do Sol.
Ou ainda, a experiência de passar uma noite observando as estrelas, ouvindo os sons da natureza e meditar sobre o que “essas sutilizas querem lhe passar”. Observe o que acontece em cada início – meio – e fim de uma estação (primavera – verão – outono – inverno). Observe e sinta também como você se sente, o que tem vontade de fazer, o que o corpo esta pedindo. Ouça mais o seu corpo, ele é mais importante do que vocês imaginam. Ele é o instrumento para chegar a Sabedoria Divina. Permita-se sentir e experienciar a vida.
Uma vez que, quase se criou uma fobia em “sentir” os sentimentos e ouvir o corpo e deixar este livre para aprender, tocar, sentir e experienciar. Por exemplo, observemos uma árvore, onde as folhas caem todas no outono e renascem na primavera. Por acaso ela vai contra o ciclo natural da vida ou contra a sua própria natureza e segura suas folhas com medo de que não nascerão outras? Não, né! Ela simplesmente se entrega para a experiência do fluxo da evolução constante e ao ciclo da Natureza. Não se apegando as velhas folhas e confiando, sabendo que lindas e belas folhas novas nascerão muito mais viçosas e fortes.
No entanto, com o avanço da modernidade, da tecnologia e conhecimento, que claro, faz parte da evolução e é necessária e positiva. Mas em contrapartida, isso afastou as pessoas do “natural” da vida. E fez com que a evolução ficasse apenas no mental, na razão e no conhecimento. E faz-se necessário a junção disso com o experienciar, com ouvir e sentir o corpo, com parar e observar o que é natural, da natureza humana e da Mãe Terra.
Pois, todo conhecimento para se transformar em sabedoria, deve passar pelo experienciar, do nosso sentir, do nosso corpo. Mas a grande maioria quer fugir disso por dois motivos: por medo e por achar que não somos merecedores. Medo de sofrer juntamente com a insegurança de que não vou dar conta, pela insegurança de não saber o que está lá na frente. Ou porque chorar e ficar triste às vezes, ou sentir raiva é proibido. Fomos doutrinados a conter nossas emoções e não existe viver aqui neste planeta e não sentir isso, só é complicado permanecer nesses sentimentos inferiores. É preciso se autoconhecer e colocar para fora essa energia e não deixar acumular dentro de nós. Não há nada demais em você pegar um travesseiro ou um saco e gritar ou se retirar e chorar, é preciso dar vasão ao sentimento com sabedoria.
O outro aspecto é achar que não somos merecedores. Então quando vem a felicidade, a alegria, os acontecimentos bons, ou nem percebemos, por estarmos olhando apenas para o ângulo catastrófico da vida, ou não nos permitimos sentir, vibrar, comemorar.
Como o Sol que nasce e se põe todos os dias. Como as estações que começam e terminam todos os anos. Assim nós nascemos e morremos, ou seja, habitamos este corpo por um determinado tempo. E assim também, como o dia “nasce” e “morre” e vem a “noite” e depois o “dia” novamente. Assim, nossa vida também vai passando por esses estágios. E o segredo para não sofrer é se permitir sentir e experienciar cada momento com muito amor, observando a si próprio e deixando o seu corpo e o seu Eu Divino, que morra dentro de você, lhe guiar.
Reiterando que tudo fica mais fácil se aprendermos a observar a nós mesmos e a natureza, pois somos “uno” com ela. Sentir junto com ela e se transformar a cada ciclo junto com ela, aprendendo e compreendendo:
- O tempo certo de plantar, de esperar e de colher;
- O tempo certo de ouvir, de falar e de silenciar;
- O tempo certo de encerar e iniciar um novo ciclo;
- O tempo de sentir, de parar e de agir.
Isso tudo o seu ciclo interno junto com os ciclos da natureza “Amada Mãe Terra” lhe dirão.
Permita-se sentir e experienciar a vida reverenciando e cuidando do seu Templo interno (a alma) e o seu Templo externo (o corpo).
Paz, amor e luz!
Sabedoria Divina

(Recebido por Graciele Riesenbeck em 27/09/2020)






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